Retrospectiva 2011: Tiririca preside comissão de Educação em primeiro ano no Congresso

Deputado federal eleito com 1,3 milhão de votos protagonizou algumas polêmicas

estadao.com.br

16 de dezembro de 2011 | 19h18

Deputado federal mais votado nas eleições de 2010, Francisco Everardo Oliveira Filho, o palhaço Tiririca, foi eleito pelo PP e entrou para o Congresso protagonizando algumas polêmicas. Logo após ser eleito, o Ministério Público colocou em dúvida a sua alfabetização, exigindo uma prova de que o ex-palhaço poderia ler e escrever. Em sua primeira votação nominal, Tiririca votou contra o governo mesmo depois de ter anunciado que acompanharia a orientação do partido de aprovar o mínimo de R$545, valor proposto pelo governo.

Depois, contratou humoristas como secretários e usou o dinheiro da Câmara num resort em Fortaleza (CE), capital de seu Estado natal, que fica a 3 mil quilômetros de sua base eleitoral. Tiririca apresentou à Câmara em março o pedido de reembolso de notas fiscais de R$ 660 de hospedagem e R$ 311 de alimentação no Porto d’ Aldeia Resort, hotel que fica em meio a dunas, com piscina e vista para o mar na capital cearense.

 

Polêmicas a parte, quando o deputado assumiu a função de titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara disse que tinha muito a ajudar na comissão.

 

Nove meses depois de chegar à Câmara Tiririca, fez sua "estreia" em dezembro no Congresso. Alternando expressões como "beleza pura", "maravilha, garoto" e "legal", Tiririca presidiu por quase três horas uma audiência pública na Comissão de Educação e Cultura para discutir a concessão de alvarás para instalação de circos nas cidades. E não perdeu as chances que teve para fazer piada, como ao ler o nome de um dos convidados da reunião. Depois de fazer um stand up comedy com os melhores momentos de sua vida, o ex-dono de circo leu um papel com os nomes dos convidados para integrar a mesa. Por meia hora, Tiririca contou passagens de sua vida, como na época em que fazia animação na casa de "meninos ricos" e aproveitava para dar "uns cascudos" na criançada.

Entre gracejos e piadas, ele confessou que decidiu disputar uma cadeira na Câmara para ganhar publicidade gratuita e que esperava receber "uns 5 mil votos". "Me surpreendi com a votação que tive", reconheceu.

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