Retrospectiva 2011: Marcha contra a corrupção mostra força das mídias sociais

Embora primeira tenha tido adesão de milhares, última manifestação contou apenas com 30 pessoas

estadão.com.br

16 de dezembro de 2011 | 19h47

Em 2011, o Brasil viu o surgimento das marchas contra a corrupção. Organizadas através das mídias sociais, elas aconteceram em diversas capitais do País, simultaneamente. As duas primeiras, realizadas em 7 de setembro e 12 de outubro, foram bem sucedidas, sobretudo em Brasília. A terceira, do dia 15 de novembro, teve baixíssima adesão.

 

Em 7 de setembro, cerca de 25 mil pessoas, de acordo com cálculo do comando da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram da Marcha contra a Corrupção na Esplanada dos Ministérios durante o desfile de comemoração do 7 de Setembro.

 

 

O protesto, que mais uma vez contou com o apoio das redes sociais, atacou a absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), o voto secreto no Congresso, os recentes escândalos de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff, a não aplicação da Lei da Ficha Limpa, e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Evitou-se o uso de referências partidárias.

 

Em outras cidades a adesão foi bem menor. Em São Paulo, cerca de 500 pessoas participaram de ato também contra a corrupção. Os manifestantes se concentraram no Masp e, segundo a Polícia Militar, não houve incidentes.

 

Já em 12 de outubro, a polícia calcula que 20 mil pessoas participaram da segunda Marcha contra a Corrupção, em Brasília. No Rio, cerca de 2 mil pessoas ocuparam a orla de Copacabana. O movimento ganhou a adesão de organizações não-governamentais como Rio de Paz e Greenpeace.

 

Na marcha do dia 15 de novembro, no entanto, a adesão foi baixíssima. Um grupo de cerca de 30 pessoas protestou em Brasília contra a corrupção. Sob forte chuva, os manifestantes se reuniram embaixo da marquise do Museu da República, na região central da cidade. O pequeno grupo protestou contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, acusado de desvio de verba pública quando era ministro do Esporte.

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