Retrospectiva 2011: Em posse, Dilma Rousseff estreia com discurso conciliador

Primeira presidente mulher no Brasil promete trabalhar contra a miséria e dar continuidade a governo Lula

estadão.com.br

18 de dezembro de 2011 | 13h33

No dia 1º de janeiro de 2011, Dilma Vana Rousseff, 63, tornou-se a primeira mulher presidente do País, após ser eleita com 46,91% dos votos. Na cerimônia de posse, como forma de homenagear a primeira presidente, mulheres ficaram encarregadas de fazer a sua segurança e o tradicional desfile, no qual Dilma fez ao lado de sua filha, Paula. A forte chuva no dia, porém, impediu que o trajeto todo fosse feito em carro aberto. Na subida da rampa do Palácio do Planalto, momento célebre em que recebeu a faixa presidencial das mãos de Luiz Inácio Lula da Silva, a chuva parou. Aproximadamente 30 mil pessoas assistiram à cerimônia.

 

 

Em seu primeiro discurso depois de empossada na Câmara dos Deputados, Dilma adotou um tom conciliador com agradecimentos a aliados, fez algumas menções ao ex-presidente Lula e promessas de continuidade da gestão anterior. "A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós", afirmou.

 

Dilma chegou a se emocionar ao falar de Lula e ao lembrar sua militância. Presa política durante a ditadura militar, Dilma citou seu passado de militância e diz ter dedicado sua juventude à luta pela democracia. A presidente quebrou o protocolo ao dirigir-se às tropas das Forças Armadas durante a revista e ao beijar a bandeira do Brasil. O gesto feito aos militares como sinal de que governaria "sem rancor".

 

No campo econômico, Dilma prometeu trabalhar para erradicação a miséria no País e para não deixar a inflação voltar. Além disso, deu destaque à educação e saúde brasileira e não deixou de lado a sua principal bandeira de campanha e programa de governo do Lula, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Imprensa internacional. No decorrer do ano, publicações dedicaram reportagens para analisar e trazer o perfil da primeira presidente mulher do Brasil. Em 24 de agosto, matéria elaborada pela revista norte-americana Forbes colocou a presidente como a terceira mulher mais poderosa do mundo. A chanceler alemã Angela Merkel figurou em primeiro na lista, seguida da secretário de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Em 2010, Dilma apareceu na 95ª posição. Para a publicação, Dilma fez história como a primeira mulher a liderar a maior potência econômica da América Latina.

 

A britânica Economist também deu visibilidade à presidente por várias vezes ao ano. Na edição final especial de 2012, que circula com previsões e comentários sobre a economia e a política mundiais Dilma escreveu um artigo no qual defendeu o controle da economia pelo Estado e os programas de transferência de renda no País.

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