Retrospectiva 2011: Depois de criticar gays e negros, Bolsonaro cria polêmica ao questionar sexualidade de Dilma

Parlamentares questionaram se declarações de deputado figurariam em quebra de decoro

estadão.com.br

18 de dezembro de 2011 | 14h14

Em entrevista ao programa CQC, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) criou polêmica ao dizer à Preta Gil que namoro com negra seria ‘promiscuidade’. Em razão da repercussão negativa, deputado diz ter se referido a gays, resposta que ampliou ainda mais as discussões. Ativistas, OAB e partidos políticos entraram com representação contra Bolsonaro. O Conselho de Ética da Câmara, porém, rejeitou o processo por quebra de decoro por 10 votos a 7, em junho.

 

Em 24 de novembro, o deputado decidiu questionar a sexualidade da presidente Dilma Rousseff em discurso no plenário. "O kit gay não foi sepultado ainda. Dilma Rousseff, pare de mentir. Se gosta de homossexual, assume. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma", disse. Depois, Bolsonaro afirmou que não teve intenção de falar sobre a vida pessoal da presidente e que se referiu ao amor de Dilma com a "causa homossexual".

 

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) criticou o colega durante a sessão. Afirmou que as declarações de Bolsonaro podem significar quebra de decoro parlamentar. A vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), pediu que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tomasse "providências enérgicas" em relação a Bolsonaro. Marta afirmou que Bolsonaro está "sem freio de arrumação" e foi além dos limites do decoro parlamentar em seu pronunciamento, faltando com o respeito à presidente da República.

 

O discurso do deputado do PP teve ainda questionamentos ao ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo. "Povo paulistano, será que o Haddad como prefeito vai colocar uma cadeira de homossexualismo no primeiro grau?", perguntou Bolsonaro.

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