Retomada de nomeações começou no governo FHC

Em 12 anos, o número de adidos no exterior aumentou 36%, passando de 56 (em 1997, todos militares) para os 76 (63 militares e 13 civis) que estão na ativa hoje. Até 2010, o aumento será de 80%, chegando a 101 adidos.O marco da retomada foi a nomeação dos primeiros três adidos de polícia em 1998, na era FHC. Em outubro de 2000, outro aumento: três adidos tributários assumiram os cargos recém-criados. Em 2004, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) obteve autorização para remeter três agentes a países da América Latina. Em 2007, a Polícia Federal expandiu de três para sete o número, sem contar a recém-criada função em Portugal, que Paulo Lacerda deve assumir em fevereiro. Nesse período, as Forças Armadas acrescentaram mais sete postos à sua lista.A remessa de adidos estacionou em 1992. Em março daquele ano, ainda na gestão do ex-presidente Fernando Collor, o jornalista Claudio Humberto, entre outros, foi nomeado adido cultural em Lisboa. Seis meses depois, quando Collor foi afastado da Presidência, ele pediu demissão. Claudio Humberto foi o último adido cultural brasileiro. Depois de sua saída, o cargo foi extinto e a função passou a ser ocupada por diplomatas de carreira. No caso da Abin, o número de adidos só não é maior hoje porque, para ser criado, o posto precisa ser submetido à aprovação do país que o abrigará. Como parte de um projeto de expansão da agência no exterior, Lula autorizou a instalação de cinco postos em 2007.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.