Resultado sobre votação da verticalização é incerto

A proposta de emenda constitucional que acaba com a verticalização das coligações partidárias só será votada numa sessão extraordinária da Câmara convocada para às 19 horas, e o resultado ainda é incerto. Hoje de manhã, a bancada do PP se reuniu para tratar do assunto e decidiu fechar posição pela manutenção da regra que obriga a reproduzir nos Estados as aliança feita pelo partido para a Presidência da República.Segundo o deputado Ricardo Barros (PP-PR), dos 50 votos do PP, no mínimo 40 apoiarão a manutenção da verticalização. Entretanto, o líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), que até ontem estava bem otimista quanto à possibilidade de derrubada da verticalização, disse que ainda acredita na aprovação da PEC que propõe o fim do dispositivo, mas admitiu que a votação será apertada.O placar que Maia chegou a prever, com 330 votos favoráveis à emenda, não deverá passar dos 315 votos, apenas sete votos a mais que o mínimo necessário de 308 votos. "Está apertado, mas vamos votar. Temos de liquidar o assunto", afirmou o líder pefelista.Já o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) avalia que o PMDB está fechado em favor da PEC. Da bancada de 80 deputados, 78 já registraram presença na Casa e, pelas contas de Geddel, 75 deles votarão para derrubar a verticalização.Depois de confirmar, ontem, seu propósito de lançar candidato próprio contra o PT na corrida presidencial, o PMDB é um dos maiores interessados na queda da verticalização. Com candidatos a governador em 16 Estados e as mais diversas alianças no plano estadual, o partido não quer ficar engessado pela aliança nacional.

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