Restringir crise a Sarney é 'simplificação', diz Guerra

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse hoje que é uma "simplificação" personificar a atual crise no Senado na figura do seu presidente, José Sarney (PMDB-AP). Segundo ele, há uma crise geral na esfera parlamentar do País. "Chamar essa crise de José Sarney é uma simplificação. Evidente que é uma crise com o José Sarney, mas há muitas crises por aí."

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

02 de julho de 2009 | 16h34

Após um encontro com o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), Guerra avaliou que falta "energia suficiente" ao peemedebista para o enfrentamento dos problemas, mas afirmou que não se trata de uma questão moral. "Não estou dizendo que o presidente Sarney não tem moral, não é essa a questão", salientou o senador, depois de garantir que o vice-presidente da Casa e primeiro da linha sucessória, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), tem "total moral para assumir o cargo".

"A questão é que o presidente Sarney nesse momento não está governando o Senado como nós gostaríamos que ele governasse. E isso cria uma situação de fato que precisa ser resolvida." O presidente do PSDB reiterou a posição do partido para que o presidente do Senado se afaste por 60 dias e uma comissão assuma para comandar uma ampla reforma na Casa. "O objetivo traçado por todos nós é encurtar a crise", disse.

Aécio, que no início da semana havia afirmado que estava convicto de que Sarney saberia enfrentar os problemas que afligem o Senado pois "tem história política para isso", hoje preferiu não se envolver. "Uma reforma estrutural no Congresso é claramente necessária, agora os senadores é que vão decidir se com a presença do presidente José Sarney, ou não", observou, após ressaltar que não é bom para a democracia um Congresso Nacional fragilizado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.