Restrição à privatização revela mudança política, diz líder do PT

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, disse que a aprovação, ontem, do projeto restringindo ainda mais o processo de privatização de empresas do setor público faz parte da mudança política do governo. "Não temos necessidade de privatização como parte do ajuste do balanço de pagamentos e nas contas públicas", afirmou. Segundo ele, o superávit comercial está eliminando o déficit em transações correntes, o que significa que o País não precisa se endividar externamente, nem vender patrimônio público e nacional para fechar as contas do balanço de pagamentos. "Essa era a lógica do modelo neoliberal que estamos mudando", acrescentou.Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou projeto de lei que exclui do Programa Nacional de Desestatização as empresas do setor elétrico, a Empresa de Correios e Telégrafos, e os Bancos da Amazônia e do Nordeste. "Não há da parte do governo perspectiva de privatizar Banco do Brasil e Caixa Econômica e empresas de energia.?, afirmou.Em relação ao setor elétrico, ele disse que o modelo anterior estava totalmente fragilizado, tanto que houve uma crise profunda no setor, porque foi privatizado antes de se regular. "A regulação foi depois da privatização." Agora, segundo Mercadante, está havendo uma repactuação das tarifas e dos contratos para dar segurança aos investidores. Se não houver recurso para que o projeto aprovado na CCJ seja votado pelo plenário do Senado, a matéria seguirá para a Câmara.

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