Restos mortais de Getúlio vão para mausoléu em São Borja

Cinqüenta anos depois do suicídio, os restos mortais de Getúlio Vargas ganharam um local definitivo, nesta terça-feira, num mausoléu construído no meio da praça 15 de Novembro, em São Borja, terra natal do ex-presidente, na fronteira gaúcha do Brasil com a Argentina. O monumento foi inaugurado no final da manhã, com a presença do ministro da Coordenação Política Aldo Rebelo, do prefeito José Pereira Alvarez e dos governadores do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, e de Santa Catarina, Luiz Henrique, cercados por um público estimado em cinco mil pessoas. Os restos mortais só foram transferidos do Cemitério Jardim da Paz para o mausoléu ao entardecer, quando o ministro e os governadores já haviam deixado a cidade. O traslado, garantido por uma liminar concedida pela Justiça à Prefeitura, encerrou uma polêmica que já durava duas semanas. Três dos sete netos vivos de Getúlio e muitos são-borjenses preferiam que a urna continuasse depositada no jazigo da família Vargas, já tombado como patrimônio histórico do município. O arquiteto Oscar Niemeyer fez o projeto de graça para a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e a prefeitura de São Borja. A construção foi bancada por um patrocínio de R$ 82 mil da Souza Cruz.

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