Restos mortais de desaparecido político são sepultados em Maceió

O estudante alagoano e militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR), Manoel Lisboa de Moura, assassinado em 1973, durante a ditadura militar, foi homenageado nesta quinta-feira em Maceió, sua cidade natal, com o sepultamento de seus restos mortais, localizados 30 anos após sua morte, no Cemitério de Campo Grande, em São Paulo.A urna funerária com os restos mortais de Manoel Lisboa chegou ao Aeroporto Zumbi dos Palmares, no início da manhã, depois de passar a quarta-feira em Recife (PE). Do aeroporto, foi levada para o prédio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas, onde ele estudou antes de ser expulso e entrar para a luta armada.No local, houve uma vigília cívica e ato político-cultural em homenagem ao líder revolucionário, que foi um dos fundadores do Partido Comunista Revolucionário (PCR) em Alagoas. Às 17 horas, a urna seguiu em cortejo para o Cemitério Parque das Flores, onde houve cerimônia religiosa e sepultamento em jazigo da família.O secretário nacional de Direitos Humanos, deputado Nilmário Miranda, participou da homenagem ao militante político. Ele salientou a obstinação de entidades e familiares em busca de pessoas assassinadas durante a ditadura que ainda estão desaparecidas."Ainda há mais de 200 militantes desaparecidos durante o regime", afirmou. O governador Ronaldo Lessa (PSB) esteve presente à vigília em homenagem a Manoel Lisboa e lembrou que entrou na política incentivado pelo estudante. A mãe de Lisboa, Iracilda Lisboa Moura, estava muito emocionada com as homenagens póstumas ao filho, que nasceu em 21 de fevereiro de 1944 e foi preso em 16 de agosto de 1973.

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