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Responsáveis devem responder criminalmente por irregularidades na chapa Dilma-Temer, diz Aécio

PSDB, partido do qual o senador é presidente, é autor de denúncias ao TSE de suposta lavagem de dinheiro, fruto de corrupção, pela coligação que contou com a participação de PT e PMDB

Fabio Fabrini, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2016 | 11h08

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta quinta-feira, 25, que os responsáveis por irregularidades nas contas da campanha da chapa Dilma-Temer, em 2014, devem "responder criminalmente" por elas. O partido é autor de denúncias ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suposta lavagem de dinheiro, fruto de corrupção, pela coligação que contou com a participação de PT e PMDB. Processos para analisar as acusações correm paralelamente ao impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, cujo julgamento começou nesta quinta-feira, 25.

Os tucanos, agora, são aliados dos peemedebistas no governo interino de Michel Temer. O presidente em exercício defende a separação das contas da chapa no TSE, numa estratégia de se desvincular de Dilma em caso de eventual cassação. O TSE ainda não se decidiu sobre qual entendimento seguirá. 

Questionado a respeito, Aécio não defendeu nenhuma tese: "O PSDB fez a sua parte. Aguarda agora o julgamento das contas. Não é papel do PSDB decidir qual jurisprudência seguirá o TSE".

O senador deu as declarações ao chegar para o julgamento do impeachment da presidente afastada. Ele chegou ao plenário cerca de meia hora após a abertura da sessão. Numa rápida entrevista, minimizou especulações sobre embates de seu partido com o PMDB. Alegou que o apoio dos tucanos está vinculado à aprovação de reformas no Congresso que reduzam os gastos públicos.

"O PSDB sempre deixou claro o seu apoio ao projeto do PMDB. O presidente Michel tem a consciência clara de que o seu governo, para se viabilizar, depende dessas reformas", declarou, argumentando que as medidas são necessárias para a retomada do crescimento. "Este não é o governo do PSDB. É um governo de transição, um governo constitucional. Quando afastada a presidente, estaremos sempre ao lado" , acrescentou.

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