Respeito aos direitos humanos sinaliza consciência, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na abertura da IX Conferência dos Direitos Humanos, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara, que "combater o desrespeito aos direitos humanos não é apenas uma questão de Estado, de legislação, do Senado, da Câmara e do Poder Judiciário; é um estado de consciência de uma sociedade". Ele citou alguns avanços alcançados pelo País na questão dos direitos humanos, como o resgate de mais de 5.400 trabalhadores que eram submetidos a trabalho escravo e o pagamento de mais de R$ 6 milhões em direitos trabalhistas a eles; a divulgação de uma lista com mais de 50 nomes de empresários autuados e a conclusão de uma segunda lista de 49 nomes que, todos, "serão levados à Justiça"; o combate à exploração sexual e a capacitação de 1.500 profissionais da rede atendimento das vítimas.O presidente mencionou, ainda, o fato de que, a cada ano, cerca de 800 mil crianças deixam de ser registradas no primeiro ano vida, no Brasil, e disse que é propósito do governo registrar, até 2006, todas as crianças. Ele insistiu em que a luta pelos direitos humanos é uma tarefa coletiva de toda a sociedade. Disse, também, que "a humanização de uma sociedade não é decorrência natural do tempo e do progresso, porque eficiência não é sinônimo de respeito dos direitos humanos". Mencionou a perspectiva de o Brasil vir a se tornar o maior exportador de alimentos do mundo, ressaltando a importância de que, nessa condição, deve conseguir, também, acabar com a fome em suas próprias fronteiras. "Queremos eficiência produtiva, mas que ela se transforme também em solidariedade social", afirmou. "A mão que move a máquina tem que ter direito a uma vida digna". Ele disse que seu governo quer isso, invertendo a tendência de aprofundamento das desigualdades sociais no País.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.