Resolução do TSE é o entrave

Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), editada pelo ministro Carlos Ayres Britto, é a baliza intransponível dos candidatos que almejam uma superexposição de campanha na internet nas eleições do ano que vem. O texto, do dia 10 de setembro de 2008, avisa que "a propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral e na do partido político". Ou seja, nada de Orkut oficial, Twitter oficial, Flickr oficial, entre outras ferramentas tão necessárias na visão dos marqueteiros políticos, que pensam em 2010 como um espelho da campanha de Barack Obama à Casa Branca. Obama twittou até o dia da vitória, seguido por milhões.A esperança de alterar a legislação parte de uma iniciativa do deputado Flávio Dino (PC do B-MA), ele mesmo dono de um perfil oficial no Twitter. Dino reforça em seu miniblog a necessidade de uma reforma eleitoral - o que inclui mudanças nos entraves do mundo virtual.De acordo com seu projeto, o uso da internet ficaria liberado para campanhas eleitorais. Candidatos e seus seguidores teriam a possibilidade de se manifestar em blogs, redes de relacionamento e outros aplicativos na internet.

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