Resolução do Diretório Nacional do PT defende regulamentação da mídia

Partido afirma ser necessário ampliar os 'espaços de debate, de informação e de circulação de ideias'

Ricardo Brito, de O Estado de S. Paulo,

07 de dezembro de 2012 | 18h54

Uma resolução divulgada na tarde desta sexta-feira,7, pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) defende a regulamentação dos meios de comunicação no País. Segundo o documento de cinco páginas, destinado a comentar o resultado das eleições do partido, é preciso ampliar os "espaços de debate, de informação e de circulação de ideias", o que é "fundamental para o combate aos preconceitos e às manipulações ideológicas, culturais e religiosas".

"Eles continuam a marcar presença na cena política brasileira e são instrumentalizados pela direita e pela mídia conservadora, que vão se tornando, cada vez mais, uma simbiose obscurantista", afirma. A cúpula do PT saúda na resolução a vitória do partido nas eleições municipais, mesmo diante do que consideraram como uma "feroz campanha" movida pela oposição de direita e por seus aliados na mídia que tinha como objetivo "criminalizar" a legenda.

A legenda diz ter alcançado, ao final do primeiro turno das eleições municipais, como o partido mais votado do País, 17,2 milhões de votos. Destacou também ter tido o "maior número de votos de legenda e que obteve as maiores votações relativas para jovens e mulheres".

No segundo turno, de acordo com o documento, a vitória eleitoral do ex-ministro Fernando Haddad para a capital paulista - o "principal reduto tucano e dos grandes grupos que se opõem ao nosso projeto nacional - ressaltou ainda mais o desempenho do primeiro turno". "A voz do povo nas urnas suplantou, mais uma vez, os que vaticinavam o desaparecimento do Partido dos Trabalhadores!", destaca.

Apesar dos protestos públicos de dirigentes do PT, o documento não menciona o julgamento do mensalão. Em meados de novembro, a Executiva do partido criticou o que considera a "partidarização" do Supremo Tribunal Federal (STF), que ficou "evidente" na análise do processo, que condenou à prisão três ex-dirigentes da cúpula partidária: o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do partido José Genoino e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

O partido reconhece que avançou menos do que podia nas eleições, enquanto a "direita recuou" "menos do que mereceria". Segundo a resolução, a campanha contra o PT "prossegue, fora do parlamento e do processo eleitoral, que estimula o preconceito contra a política e cujo conteúdo, guardadas as diferenças históricas, se assemelha ao conhecido golpismo udenista".

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