Resistência da base aliada às reformas preocupa Greenhalgh

Bastante preocupado com as resistências da base aliada às reformas, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), disse que o governo Lula terá de gastar ?muita saliva? e ?ter disciplina? para convencer e obter apoio. Além de vencer as resistências dentro dabase, ele espera que o governo mobilize os governadores para influenciar suas bancadas e garantir a aprovação das reformas. ?Está na hora de o presidente da República pedir aos governadores que façam a sua parte?, disse Greenhalgh, em entrevista à Agência Estado. Ele entende que os governadores, por terem feito um acordo com Lula pró-reformas, devem conversar e convencer os parlamentares sobre a necessidade de aprovação das duas propostas.Após as reuniões da CCJ ao longo desta semana, Greenhalgh se disse ?surpreso negativamente? com as críticas às reformas feitas por deputados da base do governo. ?Na minha cabeça, acendeu a luz amarela?, afirmou. Ele citou nominalmente quatro integrantes da comissão: Sérgio Miranda (PCdoB-MG), Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), João Fontes (PT-SE) e Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP). ?Acho errado alguém da base do governo criticar a reforma, porque o governo é nosso?, disse. ?Mas também acho errado o governo ficar distante de alguns dos argumentos lançados.? Nesse sentido, o presidente da CCJ defende ?um diálogo permanente? entre Executivo e Legislativo na construção do apoio pró-reformas. Este, de acordo com ele, deveria ser o caminho do governo Lula em relação à senadora Heloísa Helena (PT-AL), do grupo dos radicais. A senadora, segundo o presidente da CCJ, é uma ?pessoa ferida?. Ao contrário dela, Greenhalgh descartou a possibilidade de convencimento dos deputados Luciana Genro (PT-RS) e João Batista de Araújo (PT-BA), o Babá. ?Eles optaram por uma linha de conduta de confronto permanente?, disse. Sobre Lindbergh Farias (PT-RJ), o deputado disse que ele recuou nas suas críticas. Greenhalgh voltou a alertar para a necessidade de as reformas serem aprovadas ainda neste ano. ?No ano que vem, esquece?, resumiu o presidente da CCJ, lembrando que, em 2004, os parlamentares estarão profundamente envolvidos com as eleições municipais. Sobre os prazos de tramitação e aprovação das reformas na comissão, o deputado considera ?factível? o cronograma estabelecido. A reforma tributária está prevista para ser votada nos dias 27, 28 e 29 deste mês, enquanto a da Previdência, nos dias 3, 4 e 5 de junho. Leia mais no www.aefinanceiro.com.br

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