Resignado, Guerra diz que Aécio não aceitará pressão

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse hoje que há seis meses o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, havia comunicado que não seria vice na chapa do pré-candidato José Serra para a Presidência da República e que não aceitaria pressões. "Há seis meses o governador Aécio Neves disse a mim e ao senador Tasso Jereissati que não seria vice, e não gostaria de ser pressionado a sê-lo, mas que iria ajudar na campanha de José Serra", disse Guerra. Hoje, em Minas Gerais, Aécio Neves foi categórico ao afirmar que não fará dupla com Serra na disputa pela Presidência.

CAROL PIRES, Agência Estado

27 Maio 2010 | 16h02

Apesar do ex-governador mineiro ter antecipado sua posição ao presidente do partido há tanto tempo, somente agora Sérgio Guerra vai tratar da composição da chapa com o pré-candidato. "Semana que vem, vou conversar com o governador José Serra sobre isto". O senador, entretanto, não quis citar nomes dos prováveis candidatos.

Sobre a propaganda eleitoral do DEM que será transmitida hoje à noite, Sérgio Guerra acredita que ela ajudará Serra a voltar a crescer nas pesquisas. "Até agora, houve uma overdose de campanha da Dilma, que resultou em multas no TSE. E nos últimos dias (houve) as falas do Lula na propaganda partidária e nas inserções. Tudo isso sem contradições, o que aumenta o poder da overdose. Os outros partidos não puderam responder, ficou só a versão dele. Agora no mês de junho a oposição terá mais espaço. Seguramente isto resultará no crescimento de Serra nas pesquisas de intenção de voto", afirmou.

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