Resgate do navio Norma deve começar amanhã

O resgate do navio Norma, encalhado na Pedra Palangana, na Baía de Paranaguá, deve ser feito amanhã, após a transferência da nafta que ainda estava nos tanques do navio. O trabalho de transbordo deveria terminar na noite de hoje, segundo a Defesa Civil do Estado. Até o início da tarde, já tinham sido transferidos 18 milhões de litros do produto para o navio Nara, também da frota da Petrobrás. O Norma estava com aproximadamente 22 milhões de litros, quando deixou o cais em direção a Tramandaí (RS). A estatal calcula que 392 mil litros vazaram no momento do acidente. Os técnicos da empresa holandesa Smitt Américas, responsável pelo transbordo e resgate do navio, estavam colocando nitrogênio nos tanques que eram esgotados, para fazer com que o navio flutuasse. A expectativa é que a maré alta facilite a remoção da embarcação até o porto. Ali deverá ser estudada a melhor alternativa para a recuperação da embarcação, que teve parte do casco avariado.O Norma encalhou no dia 18, depois de bater contra a pedra submersa e romper um dos tanques de nafta, produto inflamável e tóxico. O prático Jarbas Furquim e o comandante Jadir Casartelli foram indiciados por crime ambiental. Eles alegaram que a bóia que demarca a área das pedras estava fora de lugar. O mergulhador Nereu Gouvêa, 57 anos, morreu por edema pulmonar causado pela nafta, quando vistoriava os estragos no navio.Durante a transferência da nafta para o outro navio, a Defesa Civil não observou nenhum novo acidente ambiental. O monitoramento do ar mostra que apenas em um pequeno espaço em torno do navio ainda há vapor de nafta. Análises na água do mar serão feitas durante toda a semana e servirão de base para que os órgãos ambientais revejam ou não o decreto que proíbe a pesca nas baías de Paranaguá e Antonina. A Secretaria Estadual da Saúde realizou exames de urina na população das ilhas próximas ao local onde ocorreu o acidente e não foi observado nenhum sinal de contaminação. A Defesa Civil e a Petrobrás estão distribuindo cestas básicas para as famílias cadastradas e que vivem exclusivamente da pesca nessas localidades.

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