Reservatório de Furnas fornece água para oito usinas

As águas do reservatório de Furnas estão a 754 metros acima do mar, ou aproximadamente 16,6% do máximo previsto, o mais baixo nível já atingido desde a inauguração da hidrelétrica. O nível máximo alcançado pela represa foi de 768 metros acima do mar. As turbinas ficam a 750 metros, o que significa que as águas não podem chegar a esse ponto, sob pena da usina parar.Uma das principais reivindicações da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), segundo seu presidente, José Rogério Lara, prefeito de Guapé, é a garantia da cota mínima do reservatório em 762 metros acima do nível do mar. Ele lembra que, há pelo menos quatro anos, o nível está baixando, trazendo dificuldades aos empreendimentos na região, especialmente os turísticos. ?Nas áreas planas, há locais em que a água se afastou até dois quilômetros?, afirma.Para controle do nível, são consideradas duas medições anuais. Uma em maio, fim do período de chuvas, e outra em dezembro, fim da seca. Em maio de 1999, o índice chegou a 69%, caindo para 6% em dezembro. Em 2000, o nível atingido em maio foi inferior, ficando em 58%, chegando a 9% em dezembro. O índice de 16,6% alcançado em maio deste ano explica a atual crise energética. A capacidade máxima de produção da Hidrelétrica de Furnas é de 1.216 megawatts, mas para controlar o nível do reservatório a geração tem que ser reduzida. No dia 23 de maio, por exemplo, ficou entre 640 megawatts e 432 megawatts, dependendo do horário. A vazão do reservatório, que varia de acordo com a produção, controla o funcionamento de outras oito hidrelétricas instaladas abaixo no Rio Grande: Marechal Mascarenhas de Morais, Luiz Carlos Barreto, Porto Colômbia, Marimbondo, todas de Furnas, além de Igarapava, Jaguara e Volta Grande, da Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig), e Águas Vermelhas, da Cesp Tietê, já privatizada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.