Requião usa TV estatal para atacar empresa

Um ano depois de protagonizar uma guerra judicial, sob acusação de fazer uso abusivo da Rádio e TV Educativa do Paraná (RTVE), o governador Roberto Requião (PMDB) transformou ontem a emissora em palco de um conflito com a operadora TIM, que administra os telefones celulares do governo. No ar, ele se queixou de cortes no serviço, ordenou a suspensão de contratos e prometeu processar a empresa.O caso abriu uma guerra de versões. Requião alegou que a TIM desligou linhas da Casa Civil estadual em duas ocasiões, por causa de uma dívida de apenas R$ 34 que, por não ser reconhecida pelo governo, não foi paga. "Nós não queremos mais conversa com essa gente", disse.Já a TIM alegou não ter identificado um pagamento de R$ 12 mil. O débito, explicou a operadora, teria sido quitado por transferência bancária, modalidade não prevista em contrato. Por isso, o sistema teria bloqueado as linhas automaticamente, 30 dias após o vencimento. "O pagamento não foi feito de acordo com os padrões contratuais", informou.À tarde, a agência de notícias do governo veiculou nova versão. Disse que a conta com vencimento em 30 de novembro foi quitada em 4 de dezembro, pois a operadora não teria apresentado a documentação necessária. A assessoria do governador admitiu que a fatura em questão era de cerca de R$ 12 mil, não de R$ 34. Destacado pelo governador para processar judicialmente a TIM, o procurador-geral do Estado, Carlos Marés, resumiu a orientação: "Não vamos deixar isso passar em branco".

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