Requião quer investigar denúncia de grampo

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) entregará na próxima semana uma representação ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, pedindo que ele determine uma investigação sobre denúncias de que funcionários do Palácio Iguaçu teriam grampeado os telefones particulares e dos comitês eleitorais dele, durante a campanha de 1998, quando concorreu contra o governador Jaime Lerner (PFL)."É um crime eleitoral", disse o senador. Ele também afirmou que a bancada estadual do PMDB deve pedir o impedimento do governador. As denúncias sobre grampo, feitas pelo cabo Luiz Antônio Jordão, estão sendo apuradas também por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), na Assembléia Legislativa, e por um grupo criado pelo governo, com a participação do Ministério Público (MP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).O chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, disse que o governo "abomina" o uso de grampos. "O governo não tem medo e deseja a investigação", afirmou. Segundo ele, o pedido de impedimento de Lerner é um "ato político, politiqueiro, eleitoral". Jordão, que trabalhava na Casa Militar, fez a denúncia depois de ter sido acusado de envolvimento, junto com o soldado Afrânio de Sá e o funcionário do governo Gilberto Gonçalves, na escuta telefônica de uma empresa de Araucária, numa espionagem comercial, que está sendo apurada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).Ele negou o envolvimento no caso, mas afirmou que Gonçalves trabalhava no grampeamento de telefones, tendo feito o serviço durante a campanha eleitoral.A sala de controle das escutas, segundo a denúncia, estaria instalada no Palácio Iguaçu.

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