Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Requião vai se filiar ao PT, apoiar Lula e disputar governo do PR

Aos 81 anos, o ex-governador Roberto Requião deve disputar a eleição contra Ratinho Júnior, candidato de Jair Bolsonaro na disputa pelo governo do Paraná

Davi Medeiros, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2022 | 13h10

Aos 81 anos, o ex-governador do Paraná Roberto Requião anunciou neste domingo, 13, que vai se filiar ao PT para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Requião deve subir no palanque do petista para tentar o governo do Estado, disputando com Ratinho Jr (PSD), que buscará a reeleição.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador mencionou o preço dos combustíveis para justificar sua oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Requião, a situação econômica do País chegou ao “limite do que uma pessoa sã pode tolerar”. “Eu acredito firmemente que o Lula, com um programa bem definido e factível, sem extremismos, (...) terá sucesso na campanha presidencial”, afirmou. 

“Aqui no Paraná, levo à frente a minha pré-candidatura ao governo do Estado para pôr ordem na casa e acabar com os erros todos”, completou. O ex-governador passou toda a sua carreira política no MDB, partido pelo qual se elegeu para três mandatos. Ele também já foi senador duas vezes pela mesma legenda. 

Com a filiação de Requião ao partido de Lula, as peças começam a se organizar no jogo eleitoral paranaense para este ano. A disputa no Estado promete ser acirrada, e, no momento, está tripartida: de um lado, Bolsonaro poderá contar com o apoio do atual governador, um de seus poucos aliados nos governos estaduais; de outro, o PT terá o ex-governador, que já foi eleito três vezes no Estado; por fim, Sérgio Moro (Podemos) deve explorar o fato de o Paraná ser seu Estado natal — ele nasceu no município de Maringá. 

A disputa no Paraná também será marcada pela tentativa de conciliação entre planos estaduais e nacionais do PSD. A nível estadual, o governo de Ratinho Jr conta com o Podemos, partido do presidenciável Sérgio Moro, em sua base de apoio. O governador, contudo, pretende estar no palanque de Bolsonaro, que é do PL. Mas vale frisar que o próprio PSD também se prepara para ter um pré-candidato ao Planalto. Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (MG), a sigla tenta tirar o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSDB para que ele a represente na corrida presidencial. 

Segundo Requião, seu ato de filiação ao Partido dos Trabalhadores deve ocorrer na próxima sexta-feira, 18.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.