Requerimento da CPI será entregue às 15h a Barbalho

Os líderes da oposição marcaram para hoje às 15 horas a entrega do requerimento de instalação da CPI da Corrupção ao presidente do Congresso Nacional, senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Antes da formalização, eles devem realizar um ato público no Salão Negro do Congresso com a participação dos principais líderes nacionais dos partidos de oposição - Luiz Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola e Miguel Arraes, entre outros - e representantes das principais entidades da sociedade civil - entre elas, OAB e CNBB. A expectativa da oposição é de que até o momento da entrega o requerimento esteja assinado por cerca de 190 deputados e 30 senadores - incluindo-se aí a rubrica do ex-ministro da Integração Nacional Fernado Bezerra, que deve reassumir hoje seu mandato no Senado e, enquanto o governo e o PMDB tentam encontrar alguém para substituí-lo, estará cobrando que a CPI faça a apuração da denúncia que o derrubou. Com a entrega do requerimento, abre-se um novo capítulo na novela da CPI. O cancelamento da sessão do Congresso prevista para esta noite fez com que o senador Jader Barbalho se tornasse o "senhor do tempo". Ele determinará o momento de conferência das assinaturas e o da leitura do requerimento, pré-requisitos básicos para a instalação da CPI. Se o requerimento fosse entregue com a sessão em andamento, o constrangimento dos congressistas que eventualmente desistissem, na última hora, de apoiar a CPI, seria maior. Além disso, seria possível conferir as assinaturas a tempo de fazer a leitura do requerimento na própria sessão, reduzindo a margem de pressão dos líderes governistas sobre suas bancadas. De posse do requerimento, Barbalho poderá decidir que a CPI só poderá ser declarada oficialmente criada na próxima sessão conjunta das duas Casas do Congresso, dando aos líderes governistas pelo menos uma semana de prazo para tentar convencer os dissidentes de seus partidos a retirarem as assinaturas. Se isso acontecer, a oposição irá protestar, argumentando que se o presidente do Congresso realmente deseja a apuração das denúncias listadas no requerimento da CPI poderia simplesmente fazer a leitura na sessão do Senado, recorrendo ao mesmo expediente utilizado para acusar o recebimento de medidas provisórias.

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