Representantes de negros e índios tomam posse no CNE

Tomaram posse nesta terça-feira o novo presidente e integrantes do Conselho Nacional de Educação(CNE). Entre eles estão uma representante da comunidade negra e uma dos índios, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Francisca Novantino Pinto de Ângelo, respectivamente. O educador José Carlos de Almeida, reitor da Universidade Católica da Bahia, foi eleito por unanimidade para a presidência do órgão. O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, considera "um marco histórico" a presença das duas no Conselho. "Abre-se um canal de expressão para as minorias", disse o ministro, acrescentando que a atuação delas pode colaborar para a integração social e racial no País por meio da educação. Petronilha ocupa uma das 12 vagas da Câmara de Ensino Superior e Francisca faz parte da Câmara de Educação Básica.As duas afirmaram que pretendem melhorar as condições de acesso à educação das comunidades que representam. No caso dos índios, Francisca defendeu o fortalecimento das escolas nas aldeias, a fim de melhorar a educação formal dos povos indígenas ao mesmo tempo em que se preserva a cultura local.Já Petronilha defende a posição de que a proporção de negros matriculados nos diferentes níveis educacionais (fundamental, médio e superior) deve ser equivalente à participação deles no conjunto da população. "Metade dos matriculados devem ser negros", afirma ela. Por isso, ela diz ser favorável à criação de cotas para negros, desde que essa política seja atrelada a outras que visem a melhoria das condições sócio-econômicas dos afro-descendentes.Além delas, quatro educadores foram nomeados para assumir postos no CNE (Arthur Fonseca Filho, Neroaldo Pontes de Azevedo, Edson de Oliveira Nunes e Marília Ancona Lopez). Outros quatro foram reconduzidos ao conselho (Francisco Aparecido Cordão, Kuno Paulo Rhoden, Arthur Roquete de Macedo e Roberto Cláudio Frota Bezerra). O CNE é formado por 24 representantes de diferentes segmentos da área educacional.

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