Representante da SBM fecha acordo de delação premiada

Ex-lobista foi autorizado pela ministra Rosa Weber a permanecer em silêncio durante depoimento na CPI

Talita Fernandes , O Estado de S. Paulo

09 Junho 2015 | 01h33

Acusado de pagar propina para funcionários da Petrobrás, o representante da construtora de navios SBM Offshore no Brasil, Júlio Faerman, fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, mas o procedimento aguarda homologação da Justiça. O ex-lobista foi autorizado pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunalo Federal, a permanecer em silêncio durante depoimento que prestará nesta terça-feira, na CPI da Petrobrás. No despacho, a ministra leva em conta o fato de que Faerman firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria em maio deste ano. 

Com a decisão, Rosa autorizou ainda que Faerman não seja obrigado a falar a verdade e garante que não pode ser submetido a "constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores". A convocação de Faerman para depor na CPI foi aprovada no último dia 2, semanas depois de parlamentares tentarem, sem sucesso, encontrá-lo. Ele só apareceu depois de os deputados terem aprovado a convocação dos filhos de Faerman para depor. 

No pedido da defesa de Faerman ao Supremo para que o ex-lobista pudesse se manter em silêncio, os advogados expõem à ministra o fato de o réu já ter firmado um acordo de delação com o Ministério Público Federal em 12 de maio deste ano. O texto diz ainda que o acordo aguarda homologação da Justiça.

O ex-gerente da estatal e delator da Lava Jato, Pedro Barusco, admitiu ter recebido propinas da empresa holandesa desde o primeiro contrato de navio-plataforma da Petrobrás firmado com a SBM Offshore em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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