Representação acusa Aécio de sonegação

Pedido foi protocolado por três deputados estaduais de Minas e sugere que senador 'omitiria' a realidade sobre seu patrimônio; tucano nega

Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo

01 de junho de 2011 | 23h00

BELO HORIZONTE - Três deputados estaduais de Minas ingressaram na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, com uma representação para que sejam apuradas supostas práticas de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio por parte do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

 

A representação foi protocolada na última segunda-feira pelos deputados Rogério Correia (PT), Antônio Júlio (PMDB) e Sávio Souza Cruz (PMDB), integrantes do bloco de oposição ao governador Antonio Anastasia (PSDB) na Assembleia.

 

Na representação - na qual foram anexados cópias da declaração de bens do senador tucano, documentos sobre empresas de sua família, entre outros -, os deputados afirmam que "Aécio omite a realidade sobre o seu patrimônio" e seus rendimentos declarados são "incompatíveis" com seu "nababesco estilo de vida". Questionam o fato de automóveis de "luxo" estarem em nome de uma rádio, que tem como sócios Aécio e sua irmã, Andréa Neves - também alvo da representação - e o uso de um jatinho.

 

A assessoria de Aécio argumentou que os bens do senador estão declarados e que seus hábitos são compatíveis com seus rendimentos. Em relação ao jatinho, afirmou que ele atende aos familiares de Aécio e pertence ao espólio do ex-banqueiro Gilberto Faria, padrasto do senador.

 

A declaração da assessoria diz ainda que Aécio classificou a iniciativa como "um exemplo da pior política". "São acusações absurdas, próprias daqueles que não têm a dimensão política que os cargos eletivos exigem."

 

Correia negou nesta quarta-feira, 1º, que a representação contra Aécio tenha vínculo com a crise que envolve o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

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