'Repilo a obsessão de Cunha com meu nome', diz Renan

No Conselho de Ética, o presidente afastado da Câmara disse que uma denúncia contra Renan Calheiros 'está lá (no STF) há três anos e não é apreciada pelo pleno'

Isabela Bonfim e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2016 | 19h05

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota pública nesta quinta-feira, 19, contestando declarações do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que criticou a demora do julgamento do colega de partido no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Repilo a obsessão do deputado Eduardo Cunha com meu nome. Ela não encontra razões jurídicas ou políticas. Todas as citações que me envolvem são calçadas em "ouvi dizer" ou avaliações subjetivas", escreveu o senador.

Mais cedo, em seu depoimento no Conselho de Ética, Cunha havia dito que há "seletividade" do STF na análise dos casos. "É muita estranha a seletividade e celeridade dos processos contra mim quando, por exemplo, uma denúncia contra o presidente do Senado está lá há três anos e não é apreciada pelo pleno", disse Cunha.

De acordo com Renan, as denúncias subsequentes do escândalo de que ele pagava pensão alimentícia com recursos de uma empreiteira são falsas. Na nota, ele defende que foi o próprio solicitante da apuração e entregou, voluntariamente, documentos sigilosos.

"Demonstrei que todos os meus recursos têm origem identificada e lícita. A própria perícia atestou a autenticidade material dos documentos e nada afirmou quanto à questão ideológica", escreveu. Renan foi denunciado por peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

O presidente do Senado disse ainda que é "o maior interessado na elucidação dos fatos" e afirmou que está disponível para prestar esclarecimentos.

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