Repercussão

?Ataques pessoais? - Para o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares Pires, o bate-boca na sessão de anteontem do Supremo Tribunal Federal (STF) não faz jus "à grandeza daquela Corte". Por meio de nota, ele lamentou os "ataques pessoais". "A divergência de ideias faz parte dos debates de órgãos colegiados", afirmou. "Contudo, neste episódio, as discussões não colaboraram para o aperfeiçoamento da Justiça."Desrespeito - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Luiz Flávio Borges D´Urso, afirmou que a discussão na corte máxima do Judiciário foi protagonizado pelo ministro que "vêm se pautando pelo desrespeito às prerrogativas profissionais dos advogados." Segundo ele, Joaquim Barbosa "é o único do Supremo que se nega a receber advogados". Ele disse que a OAB subscreve manifesto dos ministros que reafirmam "respeito e confiança" em Gilmar Mendes.Enfraquecimento - O jurista Luiz Flávio Gomes acredita que o entrevero entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa representa ainda mais atraso na já morosa Justiça. Para ele, a discussão enfraquece a instituição. "É um absurdo não ter sessão na maior instituição do País. Há uma crise das instituições com o Legislativo e o Executivo envolvidos em tantas denúncias. O Judiciário era o único ainda com força."

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