Renúncia "pode existir", reconhece ACM

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) admitiu a possibilidade de vir a renunciar, mas ressalvou que vai trabalhar em sua defesa até o último minuto possível. "Não estou pensando em renúncia, mas seria hipócrita não admitir que ela possa existir. Vou tentar, na Mesa, até o último minuto", afirmou ele ao chegar ao Congresso, após o término da reunião de hoje do Conselho de Ética do Senado, que decidiu propor à Mesa da Casa a abertura de um processo de cassação. "Nada me fará sofrer humilhação: nem o Conselho de Ética, nem a Mesa, nem o plenário. Os baianos não querem que eu saia do processo humilhado", afirmou ACM. Indagado qual seria ?o último minuto?, ACM deixou entender que seria o momento em que ele se visse incapaz de convencer os integrantes da Mesa a rejeitarem a cassação. "Ah, se eu pudesse saber qual é o último minuto!", suspirou. "O último minuto quem marca é o relógio. Pode ser que meu último minuto seja no plenário". O senador reafirmou que vai disputar as próximas eleições. "Não vou perder direitos políticos, e vou concorrer nas próximas eleições, e agora mais possivelmente para o Senado, e não encontrarei alguns de meus algozes aqui", afirmou, colocando em dúvida a reeleição de alguns colegas que estão dispostos a cassar seu mandato.

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