'Renúncia de deputado da PB é escárnio', diz ministro do STF

Barbosa diz que gesto de Cunha Lima mostra como é 'perverso o foro privilegiado'; ação demorará mais 12 anos

Felipe Recondo, do Estadão

31 Outubro 2007 | 17h02

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como um "escárnio" a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) para evitar um processo no STF por tentativa de homicídio em 1993.Barbosa convocou uma entrevista para criticar a atitude do deputado e defender a extinção do foro privilegiado.   Veja Também:   Deputado da PB renuncia às vésperas de julgamento no STF   O ministro era o relator da ação penal que enfim seria julgada na próxima segunda. "O ato dele é um escárnio para com a justiça em geral e para com o Supremo Tribunal Federal em particular. O gesto dele mostra como é perverso o foro privilegiado. Este homem manobrou e usou de chicanas por 14 anos para fugir do julgamento", continuou.   Com a renúncia, todo o trabalho feito pelo STF neste caso será nulo. O processo agora descerá para a primeira instância, na Paraíba.   Pelos cálculos de Barbosa, a ação demorará mais dez ou 12 anos. E, como Cunha Lima já tem 70 anos de idade, o prazo para que o crime prescreva cai pela metade.

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