Renúncia de Arruda é indiferente, diz advogado

'Este é um assunto político, advogado não tem opinião', disse; segundo ele, governador do DF está abatido

Rafael Moraes Moura, Agência Estado

17 Fevereiro 2010 | 18h53

O advogado José Gerardo Grossi, que integra a equipe de defesa do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, disse nesta quarta-feira, 17, que uma eventual renúncia de Arruda "não faria diferença absolutamente nenhuma" na obtenção de uma habeas-corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao deixar o prédio da Superintendência da Polícia Federal (PF), onde Arruda está preso desde a semana passada, Grossi negou que tenha falado de uma possível renúncia com o governador afastado. "Este é um assunto político, advogado não tem opinião", disse. 

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O advogado disse também que não tem expectativa de quanto tempo Arruda pode permanecer em prisão preventiva na PF. Segundo ele, a reunião da equipe de defesa do governador afastado - que inclui quatro advogados - deve ocorrer amanhã. "Se houver estratégia, só será montada por nós quatro", disse Grossi.

 

Abatimento

 

Sobre o estado emocional de Arruda, Grossi disse que o seu cliente está abatido e preocupado. "Está recolhido, nervoso, preocupado. Isso é o caminho do preso. Em geral, acaba fazendo um processo de depressão", disse.

 

Questionado sobre quais seriam os livros que o governador afastado tem lido, o advogado disse que, na sala onde Arruda está detido, há uma bíblia e livros religiosos. Durante a entrevista que deu na saída do prédio da PF, um grupo de manifestantes pró-Arruda criticou o trabalho da imprensa e defendeu o governador afastado.

 

Sobre a rotina de Arruda na Superintendência da PF, a informação é de que ele tem tomado banho de sol durante 15 minutos, sempre uma vez ao dia e ao final da tarde. Na sala em que está detido, o governador afastado não tem televisão, nem geladeira. O horário de visitas é das 8h às 18h.

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