Renato Duque deixa a carceragem da Polícia Federal

Ex-diretor da Petrobrás, investigado pela Operação Lava Jato, teve prisão revogada

Ricardo Brandt, enviado especial, e Julio Cesar Lima, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2014 | 12h52

Curitiba - O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque, preso desde o dia 14 de novembro em Curitiba, deixou no começo da tarde desta quarta-feira, 3, a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. O Supremo Tribunal Federal determinou sua soltura na noite dessa terça, 2. Duque é investigado na Operação Lava Jato por ser o suposto elo do PT com o esquema de corrupção e propina envolvendo contratos da Petrobrás.

A decisão é do ministro Teori Zavascki e é provisória. Duque saiu por volta das 12h40 acompanhado de seus advogados e não conversou com a imprensa. Ele deve viajar ainda hoje para o Rio de Janeiro, onde mora.

Duque cumpria prisão preventiva por determinação do juiz federal Sérgio Moro, da Justiça Federal no Paraná, que conduz os processos da Lava Jato.

O juiz sustenta que havia risco de fuga para o exterior e que Duque mantém uma "verdadeira fortuna" em contas bancárias fora do País. "Dispondo de fortuna no exterior e mantendo-a oculta, em contas secretas, é evidente que não pretende se submeter à sanção penal no caso de condenação criminal", justificou o juiz ao determinar a prisão.

Duque foi apontado pelos delatores Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa como responsável pelo PT do esquema de arrecadação de propina via Diretoria de Serviços na Petrobrás. Por meio dela, o partido ficaria com 2% de todos grandes contratos da estatal. Sua indicação teria sido feita pelo ex-ministro José Dirceu.

"As provas apontam que ele (Duque), à semelhança de Paulo Roberto Costa (23 milhões de dólares) e de Pedro Barusco (100 milhões de dólares), mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados, nem houve compromisso de devolução", escreveu Moro quando converteu a prisão temporária de Duque em preventiva.

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