Renan volta a criticar Câmara por mão votar reforma tributária

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMD-AL), enfatizou a necessidade de o Congresso concluir a tramitação da proposta de reforma tributária, já aprovada pelo Senado, afirmando que é preciso colocar um limite para o aumento da carga tributária que, segundo ele, é "uma verdadeira expropriação". A proposta precisa ser votada pela Câmara. Na última segunda-feira Renan já tinha criticado a atuação da Câmara em relação às reformas.Em discurso na solenidade de abertura da nova sessão legislativa, Renan defendeu, também, uma mudança na tramitação das medidas provisórias, afirmando que, no ano passado, o plenário do Senado ficou impedido, em 65% de suas sessões, de votar outras matérias por ter sua pauta trancada por medidas provisórias.Em seu pronunciamento, Renan procurou justificar a convocação extraordinária do Congresso, observando que interromper as investigações de deputados (acusados de envolvimento com o valerioduto) e paralisar prazos regimentais dos processos de sua cassação "afrontaria as expectativas da sociedade"."Claudicante no início, é verdade - porque o Congresso foi convocado para o dia 16 de dezembro -, a convocação revelou-se produtiva", afirmou o presidente do Congresso, apresentando um balanço do número de projetos aprovados e sessões realizadas. Segundo ele, em 43 dias úteis, o Senado realizou 42 sessões e aprovou 123 matérias. No mesmo período, a Câmara realizou 34 sessões e votou 101 matérias.Críticas justasO presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que o Legislativo deve lutar contra o desequilíbrio e as desigualdades sociais existentes no País e que, independentemente de ser um ano de disputa eleitoral entre os partidos, o Legislativo deve pautar-se pela discussão de propostas que potencializem o crescimento do País."O Brasil não se conforma mais com taxas de crescimento da sua economia incompatíveis com suas potencialidades e suas necessidades", afirmou. Ele disse, ainda, que a Câmara suporta o peso das críticas porque todos os segmentos da população são ouvidos na Casa. E reconheceu que algumas das críticas que lhe são feitas são justas. Também participaram da abertura do ano legislativo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que levou ao Congresso a mensagem do presidente Lula, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.