Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Renan vira alvo de grupos anti-Dilma

Grupos responsáveis pelos atos anti-Dilma marcados para domingo vão protestar também contra o presidente do Senado

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 17h33

Atualizado às 23h44

São Paulo - Os grupos que estão na linha de frente das manifestações contra a presidente Dilma Rousseff decidiram usar os atos marcados para o próximo domingo, 16, para protestar também contra o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

Os movimentos incluíram Renan entre os alvos das manifestações em reação à aproximação dele ao Palácio do Planalto. O peemedebista apresentou na segunda-feira uma agenda anticrise para se contrapor à “pauta-bomba” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pacote prevê a votação de 29 propostas legislativas. Na ocasião, o presidente do Senado também rechaçou a tese do impeachment. A agenda foi elogiada por Dilma.

“Renan será o nosso grande adversário. Ele será nosso alvo em todos os lugares”, disse Renan Santos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL). O MBL, o mesmo que em maio fez uma marcha entre São Paulo e Brasília em defesa impeachment, programou um panelaço na noite de ontem em frente à residência de Renan, em Brasília. Até a conclusão desta edição, não havia sinal de manifestação no local. 

O Vem Pra Rua, grupo de discurso mais moderado e com maior poder de mobilização nas redes sociais, também pretende questionar a aproximação de Renan com o Palácio do Planalto em seus atos. Na mesma linha, a Força Sindical também vai colocar Renan no centro das críticas em seus carros de som que estarão na Avenida Paulista na manifestação de domingo. A central sindical é ligada ao Solidariedade, legenda comandada pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD), um dos aliados mais fiéis de Cunha. 

Poupado. Os três principais grupos anti-Dilma que lideram a convocação de domingo fecharam uma agenda comum com três palavras de ordem: “Fora corruptos, Fora Dilma e Lula nunca mais”. Os ativistas decidiram poupar Cunha para “não desviar o foco”. “A questão do Cunha não é central para nós”, diz Carla Zambelli, porta-voz da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, frente que reúne dezenas de grupos anti-Dilma.


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