Renan vai suceder Sarney na presidência do Senado

A troca do comando do Senado ocorrerá no dia 14 de fevereiro, sem disputa, com a eleição do atual líder do PMDB, Renan Calheiros (AL)para o ocupar o cargo que hoje é do senador José Sarney (PMDB-AP). Seu nome se fortaleceu depois de inviabilizada a votação, na Câmara, da emenda que permitiria a reeleição do senador José Sarney (PMDB-AP) e do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) na presidência das duas Casas. Ainda assim, Renan é cauteloso na abordagem do tema.Ele afirma que a sua intenção é a de assegurar ao partido, o maior do Senado, o direito de continuar no cargo. "Só serei candidato, se a bancada quiser", alega, provavelmente reforçado pela avaliação de que terá a quase totalidade dos 23 votos da bancada.Os líderes do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), e do PSDB, Arthur Virgílio (AM), acreditam que não haverá surpresas na sucessão do presidente Sarney. "Todos os indicadores confirmam a escolha do Renan", prevê Mercadante. Para Virgílio, o colega de Alagoas conseguiu superar dificuldades internas e externas do PMDB, referindo-se no segundo caso ao arquivamento da emenda da reeleição.O senador Ney Suassuna (PB) deve ser o novo líder do PMDB. O que deve se acentuar no início de fevereiro é a disputa entre o PT e o PSDB, ambos com 13 senadores. Como os petistas apóiam o nome de Tião Viana (AC) para a vice-presidência da Casa, terão de se mostrar maleáveis diante de um pedido dos tucanos para dar a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a Tasso Jereissati (CE).

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