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Renan vai apresentar cronograma de votação de agenda anticrise na próxima segunda

Segundo o presidente do Senado, matérias que atendam tanto o interesse da Casa quanto do governo terão prioridade; primeiro item da pauta será projeto que acaba com a política de desoneração da folha de pagamento

Isadora Peron e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 13h10

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou há pouco que vai apresentar, na próxima segunda-feira, 17,  um "cronograma detalhado" de votação das propostas da chamada "agenda Brasil". Segundo o peemedebista, matérias que atendam tanto o interesse da Casa quanto do governo terão prioridade.

"Na próxima segunda-feira, nós vamos apresentar um cronograma detalhado onde as matérias convergentes já poderão ser pautadas, para que essa agenda seja levada adiante", disse.

O primeiro item da pauta será o projeto que acaba com a política de desoneração da folha de pagamento, considerado o derradeiro da lista do ajuste fiscal. Após a conclusão dessa votação, a ideia é avançar em temas como a reforma do ICMS e a repatriação de recursos de brasileiros depositados no exterior.

Na quarta, Renan apresentou uma versão ampliada da agenda. Apesar de ter voltado atrás na proposta de cobrar por serviços do SUS, o peemedebista incluiu temas considerados polêmicos, como a redução de ministérios e o fim do Mercosul.

Sobre o projeto da desoneração, o último do pacote do ajuste fiscal enviado ao Congresso pelo governo, Renan voltou a afirmar que os parlamentares ainda não chegaram a um acordo, mas disse que a votação deverá ser concluída na próxima terça-feira. "A Câmara excluiu cinco setores, isso retira o mínimo de política industrial e de planejamento. Talvez fosse melhor reincluir setores com o mesmo resultado, mas isso só vai evoluir se nós chegarmos a um consenso", disse.

O grupo de Renan, que queria fazer mudanças antes do recesso ao projeto das desonerações, passou agora a defender uma votação rápida da proposta, que trancou a pauta do plenário esta semana. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) quer votar o texto que veio da Câmara, mas o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE), designado relator por Renan, ainda não está totalmente convencido desta solução.

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