Renan tem até terça para apresentar defesa do 2º processo

Em semana decisiva, o presidente do Senado terá que se defender e enfrentará votação sobre primeiro caso

Agência Brasil

31 de agosto de 2007 | 14h58

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem até a próxima terça-feira  para apresentar sua defesa ao relator do segundo processo por quebra de decoro parlamentar que enfrenta no Conselho de Ética.   Veja também: Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan Relatório oficial do Conselho pede cassação de Renan Enquete: Você acredita que Renan será cassado?  Cronologia do caso Renan  Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Veja especial sobre o caso Renan    Aberto com base em representação do PSOL, o processo investiga se Renan beneficiou a cervejaria Schincariol junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) depois que a empresa comprou uma fábrica superfaturada do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan.   O relator, senador João Pedro (PT-AM), disse que aguarda o pronunciamento de Renan para definir a agenda de trabalho. "Tenho de dar uma resposta ao PSOL e ao Conselho de Ética e quero fazer isso rápido", disse.   O presidente do conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), afirmou que se Renan não quiser se pronunciar, o processo pode correr à revelia. "Mas acho difícil que ele não queira". Pelo Código de Ética do Senado, se o representado não se pronuncia, o presidente do conselho precisa nomear um defensor dativo para fazê-lo.   Semana decisiva   Renan Calheiros terá uma semana decisiva. Além de ter de se defender quanto à segunda representação pela qual responde, ainda terá de enfrentar a votação aberta, na quarta-feira , do processo que investiga se ele teve contas pessoais pagas por um lobista de uma empreiteira.   Marcada para última quinta-feira, a votação foi adiada depois que os senadores Gilvam Borges (PMDB-AP) e Wellington Salgado (PMDB-MG) pediram vista do relatório que recomenda a cassação de Renan. Hoje de manhã, Wellington Salgado disse que alguns senadores podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir a votação secreta, o que poderia beneficiar Renan Calheiros, mas negou que tivesse essa intenção.   "Qualquer pessoa que ache que a Constituição tem uma interpretação diferente tem de recorrer ao Supremo. O problema é senador jurista que acha que pode interpretar a Constituição. Vou contestar o relatório, vou estudar o processo, mas não vou ao Supremo", disse.   Wellington Salgado acrescentou que encontrou inconsistências no relatório. "Vi uma série de mentiras no relatório". Para ele, não estão querendo cassar o mandato de Renan. "Isso não é cassação, isso é roubo de mandato do presidente do Senado. Isso é absurdo", afirmou.

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