Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Renan tem apoio do governo em campanha de reeleição no Senado

Ministros petistas fazem reunião com senadores, enquanto PMDB adianta reunião que vai acolher nome oficial da bancada

ISADORA PERON E RICARDO BRITO, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2015 | 02h03

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto entrou ontem em campo para garantir uma reeleição tranquila ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contra seu correligionário, senador Luiz Henrique (SC), na disputa deste domingo pela presidência da Casa. Os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais) fizeram contatos com senadores para que apoiem Renan.

Em outra frente, a própria cúpula do PMDB se mobilizou. Na tentativa de conter o crescimento de Luiz Henrique, foi acertada a antecipação da reunião do partido que escolherá o nome oficial da bancada.

Inicialmente prevista para amanhã, a reunião foi antecipada para a tarde de hoje. Os aliados do atual presidente consideraram mais prudente oficializar antes o apoio ao nome de Renan para que o adversário não ganhasse força.

Renan, no entanto, trabalhou para que essa decisão fosse adiada ao máximo. Ele chegou a sugerir que a bancada se reunisse somente no domingo, dia da eleição, mas o líder do partido, Eunício Oliveira (CE), consultou os demais senadores e decidiu marcar o encontro para as 17h de hoje.

Ao postergar a oficialização da sua candidatura, o atual presidente do Senado tentava não ficar na "vitrine" para evitar desgastes na reta final. Pesa contra ele o fato de ter sido um dos citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa em sua delação premiada.

Tradição. Por ser a maior bancada - com 19 senadores -, o PMDB tem por tradição da Casa indicar o nome do presidente. Renan esperava ser reconduzido ao posto sem resistência. Após se deparar com um adversário do próprio partido, intensificou a campanha nos bastidores para garantir a vitória. Ele conta com o apoio do Palácio do Planalto, que escalou ministros e lideranças para ajudá-lo.

Ciente de que não terá a maioria no PMDB, Luiz Henrique já comunicou que sua candidatura independe da decisão da bancada e trabalha desde terça-feira para ganhar votos nos demais partidos, principalmente os de oposição. Ontem, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) retirou a sua candidatura à presidência para que o PSB possa se juntar ao grupo do peemedebista, assim como já fizeram parlamentares de PSDB, DEM, PDT e PP. Otimistas, os aliados do senador catarinense calculam que ele possa ter mais de 45 votos, número suficiente para vencer a disputa.


Tudo o que sabemos sobre:
Renan CalheirosSenado

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.