Renan sugere quebra de sigilo de suposto sócio usineiro

'Já abri minha alma e sigilos, era importante que esse João Lyra quebrasse os dele', diz o presidente do Senado

Rosa Costa e Christiane Samarco, do Estadão

15 de agosto de 2007 | 16h55

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sugeriu nesta quarta-feira, 15, que o usinerio João Lyra, suposto sócio do senador, deveria quebras seus sigilos.  "Já abri minha alma e meus sigilos. Era importante que esse João Lyra quebrasse os sigilos dele.  Veja também: Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Estou à disposição para relatoria, diz aliado de Renan Cronologia do caso Renan  Veja especial sobre o caso Renan   Veja os 30 quesitos da perícia da PF     Renan atacou  Lyra, a quem chamou de "pessoa sem qualificação" e que Lyra é "ressentido" ."Uma investigação pressupõe que todos façam a mesma coisa. Alagoas o conhece. Ele é ressentido, perdeu uma eleição e atribui a mim grande parte dessa derrota. O que ele disse em relação a mim estará sempre sob suspeita", afirmou.   Na avaliação do senador, seu processo de defesa está sendo bem sucedido. Ele disse que espera apresentar provas de inocência e sair da crise "de cabeça erguida". Lyra será ouvido pelo corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM), nesta quinta-feira, 16, às 16 horas.                                                                      'Surreal'  Em entrevista a jornalistas, Renan afirmou também que "é uma coisa surrealista o que vem acontecendo", ao comentar  as acusações contra ele.  "As pessoas atacam, não apresentam provas, e você tem que fazer a prova em contrário. Quando um grande jornal publicou (em um fim de semana) que eu tinha mudado meu IR (Imposto de Renda), tive que esperar a sexta-feira", disse, referindo-se ao fato de que, no sábado e no domingo, não poderia contactar a Receita Federal para levantar as informações.   Afirmou ainda que "são maledicentes todas as acusações" feitas contra ele. Além de Lyra, que atribui a Renan a decisão de registrar em nome de "laranjas" emissoras de rádio adquiridas em sociedade pelos dois, o presidente do Senado também é acusado de usar dinheiro de um lobista de empreiteira para pagar despesas pessoais e de favorecer indevidamente a cervejaria Schincariol junto ao INSS.   Renan disse que não queria falar "desse rapaz", referindo-se ao ex-sócio. "Ele não merece uma palavra minha. Ele tem várias execuções na Receita Federal, é acusado de vários homicídios, inclusive crime de mando. É uma pessoa que não merece uma resposta minha, porque não tem qualificação."   

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