Renan sofre mais um derrota e PF fará nova perícia e registros

PF deu prazo de 20 dias para concluir a análise dos documentos, o que deve coincidir com o fim do recesso

Rosa Costa e Eugênia Lopes, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 13h59

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, sofreu mais uma derrota. A Mesa Diretora do Senado aprovou, nesta terça-feira, 17, por unanimidade o aprofundamento da perícia nos documentos de defesa do senador apresentados ao Conselho de Ética. O órgão irá agora encaminhar à Polícia Federal os dados que deseja que sejam averiguados. São 30 questões formuladas pelo conselho.   Veja também:    Entenda o caso Renan Renan vira 'corretor' de gabinete para salvar o mandato   A informação é do primeiro vice-presidente do Senado, no comando da Mesa Diretora, Tião Vianna (PT-AC). "A Mesa decide acolher a solicitação e encaminhar ao ministro da Justiça para que dê cumprimento das normas constitucionais", afirmou Viana, que deve entregar pessoalmente o pedido a Tarso Genro.   Segundo Viana, não houve alteração de perguntas feitas pelo Conselho de Ética à PF, como queria o advogado de Renan, Eduardo Ferrão. A defesa queria impedir uma investigação fiscal da Polícia Federal para ver se as transações com gado realmente ocorreram.   Renan é acusado de quebra de decoro parlamentar por supostamente ter contas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior. Os documentos comprovariam renda do senador, com venda de gado, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos.   Além dos outros integrantes da Mesa Diretora, a presidente do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena, e o advogado Eduardo Ferrão, também participaram da reunião. A representação que levou ao processo que investiga Renan Calheiros é de autoria do PSOL.   No caso de uma nova perícia pela Polícia Federal, aliados de Renan Calheiros argumentam que somente uma Comissão Parlamentar Inquérito (CPI) e o STF teriam poderes para investigá-lo, já que como parlamentar tem foro privilegiado. A PF deu um prazo de 20 dias para concluir a análise dos documentos, o que deve coincidir com o fim do recesso parlamentar, que tem início nesta quarta-feira e vai até 31 de julho.   O caso se arrasta desde 25 de maio, quando veio à tona o escândalo. A primeira perícia resultou em "indícios de irregularidades" nas notas fiscais apresentadas por Renan.   (Com Reuters)

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