Renan será ouvido pelo Conselho em 15 dias, diz relator

Um dos relatores do caso disse ainda que espera que a perícia da PF esteja concluída até semana que vem

Agência Brasil

10 de agosto de 2007 | 15h39

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), um dos três relatores do processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse , em entrevista à Rádio Nacional, que Renan será ouvido pelo Conselho de Ética em 15 dias. Casagrande informou ainda que  espera que seja concluída na próxima semana a perícia da Polícia Federal nos documentos do investigado.   Veja também: Cronologia do caso Renan     Veja especial sobre o caso Renan    "Na semana que vem, recebemos a perícia da Polícia Federal; na outra semana, vamos ouvir o senador Renan Calheiros; e daqui a 15 ou 20 dias, vamos votar no Conselho de Ética", disse o relator.   Leomar Quintanilha (PMDB-TO), presidente do Conselho de Ética, acha que "já se avançou no encaminhamento de quase todos os documentos solicitados pela perícia".   O processo por quebra de decoro foi iniciado a partir de representação do P-SOL, motivada por acusação da revista Veja de que Renan teve contas pessoais pagas por um funcionário da construtora Mendes Júnior.   Outra representação, formulada pelo mesmo partido, já está no Conselho de Ética. Trata da denúncia de que o presidente do Senado fez "lobby" para a cervejaria Schincariol, que em troca teria comprado uma fábrica de refrigerantes do irmão de Renan, o depurado Olavo Calheiros (PMDB-AL), por um valor fora da realidade do mercado.   A Mesa Diretora do Senado ainda analisa outra representação, apresentada por DEM e PSDB, que pedem que Renan seja investigado pela denúncia de adquirir veículo de comunicação em Alagoas em nome de "laranjas".   Primo 'laranja'   O senador e seu irmão, deputado Olavo Calheiros (PMDB), negociaram duas fazendas em Alagoas, que foram registradas em nome de Ildefonso Antonio Tito Uchôa Lopes, primo de Renan,  segundo reportagem da Folha de S. Paulo, .   Tito Uchôa também é apontado, pela revista Veja, como laranja do presidente do Senado na compra de duas emissoras de rádio em Alagoas.   Jorge Florentino dos Santos disse à Folha que negociou a Fazenda Sítio Lagoa 3, em 1995, com os irmãos Calheiros, por "uns R$ 120 mil", e que Tito Uchôa foi o "interlocutor da transação". Florentino recebeu, como parte do pagamento, duas salas no edifício Rui Palmeira.   Olavo declarou no Imposto de Renda de 1998 ter dado baixa, em 1996, em duas salas comerciais no edifício Rui Palmeiras, o que indicaria que ele estava envolvido na compra da fazenda. A certidão da fazenda estava em nome de Tito Uchôa até maio deste ano.    

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