Renan será investigado por elo com rádios, diz corregedor

Romeu Tuma pedirá documentos ao presidente do Senado para investigar concessões autorizadas

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

09 de agosto de 2007 | 14h21

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse nesta quinta-feira, 9, que irá apurar as novas acusações contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),de que ele seria dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas.   Veja também:    Cronologia do caso Renan     'Nada tenho a temer, nada tenho a esconder', diz Renan no Senado  Agripino, líder do DEM, cobra saída de Renan da presidência  Renan reage a pedido de Agripino, líder do DEM  Veja especial sobre o caso Renan    Segundo a assessoria do corregedor, Tuma pedirá documentos ao presidente do Senado para investigar concessões autorizadas para esclarecer os fatos.   "Não há discussão sobre o procedimento legal, porque o processo de concessão já vem pronto do Ministério das Comunicações. Tem que reexaminar a acusação, que seria de uma dança societária", explicou o corregedor.O senador Romeu Tuma disse que quando o pedido de concessão foi analisado nas comissões de Educação e Ciência e Tecnologia não constava o nome de Renan como sócio. Segundo ele, se houve alteração contratual, foi posterior à autorização da concessão. O senador esclareceu que ao presidente do Senado só cabe o encaminhamento do que foi decidido na Comissão de Ciência e Tecnologia. E ressaltou que na Legislatura passada, por conta do grande número de pedidos de concessões para rádios comunitárias, foi decidido que as autorizações seriam analisadas em caráter terminativo na comissão, cabendo ao presidente da Casa só encaminhar a documentação ao Ministério das Comunicações.Ao chegar nesta quinta no Senado, Renan disse praticamente o mesmo que o corregedor. "O presidente do Senado despacha o expediente. Ele informa as pessoas o que acontece. Não é o Congresso, enquanto Congresso, que aprova. São as comissões técnicas. Às vezes as pessoas divulgam as coisas e não prestam atenção no que fazem".   Na última terça-feira, mesmo dia em que Renan deixou a sua cadeira de presidente do Senado e foi à tribuna para se defender das acusações de utilizar laranjas para erguer um império regional na área de comunicação, a Casa autorizou a concessão para a rádio JR Rádio Difusora Ltda.   O ato que autorizou a concessão foi assinado por Renan , por ser o presidente do Senado e do Congresso, e publicado na edição da última quarta-feira do Diário Oficial da União, e a emissora está em nome de seu filho, José Renan Calheiros Filho, de Carlos Ricardo Nascimento Santa Rita e de Ildefonso Antonio Tito Uchoa Lopes.   Mais processos   Além de responder a duas representações no Conselho de Ética, o presidente do Senado pode acumular mais uma. O PSDB, DEM e PSOL estão movendo processo por quebra de decoro parlamentar contra Renan Calheiros, justamente porque, contra ele, pesa a suspeita de ser o dono desta e de outras emissoras, e de utilizar laranjas como sócios.     Renan é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar, por supostamente ter despesas pessoais pagas por lobista da construtora Mendes Junior. Paralelamente, o PSOL entrou com novo pedido para que o senador fosse investigado por suposto elo com a cervejaria Schincariol.   O novo relator do caso Schincariol será definido nesta tarde.   (Com Agência Brasil)   Texto atualizado às 16h10

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