Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Renan se mostra favorável a sessão no fim de semana para julgar impeachment de Dilma

Presidente do Senado afirmou que o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e líderes partidários se reunirão na quarta-feira  para discutir o roteiro do julgamento, cujo início está marcado para a quinta-feira, 25

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2016 | 13h58

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mostrou-se favorável, nesta terça-feira, 16, à realização de sessões do julgamento do processo do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, no fim de semana. Segundoe ele, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e líderes partidários se reunirão na quarta-feira, 17, às 11 horas, para discutir o roteiro do julgamento, cujo início está marcado para a quinta-feira da próxima semana, 25.

Renan procurou se diferenciar do ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que marcou a votação de apreciação do pedido no plenário em abril. Ele disse que há procedimentos do processo, que não a votação, que podem ser realizados no final de semana.

"Uma coisa é você fazer numa sexta-feira, num sábado, numa segunda uma sessão de julgamento de afastamento de uma presidente da República. Outra coisa completamente diferente é estabelecer outros procedimentos como oitivas de testemunhas, discussão, participação da defesa e da acusação. Eu acho que essa decisão vai ser tomada amanhã, mas é importante que ela seja tomada, para um lado e para o outro, com a participação de todos", disse, em entrevista.

A manifestação de Renan é mais um aceno ao presidente em exercício, Michel Temer, que tenta acelerar a conclusão do julgamento de Dilma a fim de já viajar, como chefe do Poder Executivo efetivo, para a reunião do G-20 na China, no início de setembro. 

Plebiscito. O presidente do Senado afirmou ainda ser contra a realização de um plebiscito para defender novas eleições, como pretende a presidente afastada, Dilma Rousseff. A petista deve apresentar a sua intenção na tarde desta terça por meio de uma carta aberta.

"Na democracia, a melhor saída sempre é a saída constitucional e plebiscito e novas eleições não estão previstos na Constituição. Então isso não é bom", disse Renan, na chegada a seu gabinete.

Na entrevista, o presidente do Senado disse que vai se reunir ainda nesta terça com o presidente em exercício, Michel Temer. Ele não informou qual o motivo do encontro, limitando-se a dizer que foi a pedido de Temer.

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