Renan se diz 'impedido' para decidir sobre seu próprio caso

Presidente do Senado pede que Conselho de Ética encaminhe o caso para o vice-presidente da Casa

Rosa Costa, do Estadão,

16 de julho de 2007 | 17h54

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou-se nesta segunda-feira, 16, "impedido" de tomar qualquer decisão a respeito do processo a que responde no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista.   Veja também:   Entenda o caso Renan     O impedimento foi informado por meio de ofício ao presidente do órgão, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Renan pediu ainda que, de agora em diante, toda correspondência relativa ao assunto seja encaminhada "diretamente" ao primeiro vice-presidente da Casa, senador Tião Viana (PT-AC). O documento foi lido no plenário do Senado pelo senador Walter Pereira (PMDB-MS), que presidia a sessão. A atitude de Renan vem em sentido oposto às recentes manobras políticas para tentar abafar o caso.     Walter Pereira disse ter recebido um telefonema de Renan em que este tranqüiliza os senadores dizendo que está confirmada a reunião da Mesa Diretora do Senado marcada para as 11 horas desta terça-feira. Essa reunião foi convocada pelo presidente do Senado para a votação do pedido de aprofundamento da perícia da Polícia Federal sobre os documentos que Renan apresentou ao conselho para provar que, nos últimos quatro anos, teve rendimentos de R$ 1,9 milhão com venda de gado e não precisava de recursos de um lobista para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Velloso com quem tem uma filha fora do casamento.   Diz o ofício encaminhado por Renan a Quintanilha: "Em atenção ao Regimento, suscito meu impedimento para despachar expedientes relativos à representação número 1, de 2007, motivo pelo qual solicito, respeitosamente, de V. Excelência que encaminhe diretamente ao primeiro vice-presidente da Casa, senador Tião Viana, as correspondências pertinentes ao sobredito procedimento disciplinar."  

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