Ueslei Marcelino/ REUTERS
Ueslei Marcelino/ REUTERS

Não sabemos se veto ao aumento dos servidores do Judiciário será mantido, diz Renan

Presidente do Congresso diz não saber de sessão que deve analisar vetos de Dilma terá quórum para deliberação; a proposta vetada pela presidente prevê reajuste salarial médio de 59,5%

RICARDO BRITO, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 12h01

Brasília - O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou, nesta quarta-feira, 2, que não sabe se o veto ao reajuste dos servidores do Judiciário será mantido em sessão das duas Casas Legislativas previstas para ocorrer esta manhã. "Nós não sabemos. A sessão do Congresso está convocada, mas nós não sabemos se haverá quórum para deliberação, só daqui a pouco saberemos", disse.

A presidente Dilma Rousseff vetou uma proposta que concedia aumento médio de 59,5% para os servidores de 2015 a 2017. Ela apresentou uma contraproposta para a categoria, que dá um reajuste de 41,5% em quatro anos, a partir de 2016.

Orçamento. Renan Calheiros também amenizou, hoie, o tom nas cobranças ao governo para solucionar o déficit previsto no orçamento de 2016. Segundo ele, mesmo ressaltando não se tratar de atribuição do Legislativo, o Congresso poderá ajudar a impedir a confirmação do rombo nas contas públicas do próximo ano previsto na proposta enviada pelo Executivo.

"O Orçamento será submetido a uma rigorosa apreciação do Congresso Nacional. Nós vamos recolher pontos de vista, emendas, apreciá-lo, discuti-lo. Eu acho até que, se o Congresso tiver alternativas para superação do déficit, melhor, embora não sendo papel do Congresso", afirmou.

Renan, que ontem se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, havia dito que caberia ao governo propor caminhos para superar o déficit fiscal. Hoje, o peemedebista disse que vai cobrar em todos os instantes uma ação do Executivo para acabar com o rombo.

Para o presidente do Senado, se o governo entender que deve fazer um aditamento à proposta orçamentária, ele fará. "Nós vamos ter tempo bastante na tramitação do Orçamento. Mas essa questão não está posta ainda. 

Renan repetiu que o povo brasileiro "não aguenta mais elevação da carga e aumento de imposto". Segundo ele, há uma cobrança da sociedade de uma contrapartida do Executivo, que é a redução da máquina, o corte de ministérios, a redução de cargos em comissão. "Eu acho que esse é o primeiro passo que tem de ser dado", frisou. 

Lava Jato. O peemedebista esquivou-se de responder sobre o depoimento que prestou nas investigações que responde por suposto envolvimento de corrupção na Petrobrás.

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