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Renan responde Alves sobre voto aberto e diz que acusações são 'excesso'

Presidente do Senado considerou exagero a fala do presidente da Câmara que disse haver 'jogo de empurra' entre as Casas para a votação da PEC do voto aberto

Débora Álvares, Agência Estado

12 de novembro de 2013 | 21h57

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), classificou como "excesso" as acusações do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de que há um "jogo de empurra" entre as Casas na questão do voto aberto. "Tenho com o presidente Henrique a melhor relação e me dedico todos os dias para aprimorarmos o bicameralismo no Brasil. Para que isso aconteça, é preciso entender esses excessos", disse há pouco.

Motivado pela retomada do julgamento do mensalão e a possibilidade de prisão de quatro deputados - João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) -, Alves disse nesta terça-feira, 12, que só votará processos de cassação de mandatos em votação aberta.

A Câmara aprovou uma proposta prevendo voto aberto em todos os casos deixando para depois a análise de outra proposta que só abria voto no caso de cassações, já apreciada no Senado. Entre os senadores, contudo, há resistência quanto ao voto aberto para tudo.

Apesar da falta de consenso, Renan prometeu colocar a proposta em votação nesta quarta e disse que a demora se deve ao "processo legislativo". "O Senado já votou o voto aberto há mais de um ano. A matéria estava aguardando apreciação da Câmara. Mas a Câmara entendeu de votar outra proposta. Mesmo assim, será a segunda vez que o Senado delibera sobre a mesma matéria."

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