Renan quer adiar instalação da CPI da Petrobras

Líder do PMDB tem defendido a tese de que é preciso esgotar todos canais de investigação antes da CPI

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo,

29 de junho de 2009 | 17h51

Em meio a uma série de polêmicas, a sessão de instalação da CPI da Petrobras, marcada para esta terça-feira à tarde, pode não acontecer. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu puxar o freio e resolveu orientar sua bancada a não apoiar a instalação nem da CPI da Petrobras nem da CPI do DNIT, cujo requerimento de criação foi lido em plenário na quinta-feira passada. Renan tem defendido junto aos integrantes do partido a tese de que é preciso esgotar todos os canais normais de investigação - Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público - antes de se dar início aos trabalhos de qualquer CPI.

 

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São do PMDB três dos senaodres integrantes da CPI da Petrobras. O líder do partido, em conversas com aliados, reconhece que a insatisfação de setores da bancada peemedebista com o DNIT é grande e que a avaliação é de que existem problemas de gestão no órgão. A instalação da CPI do DNIT vinha sendo defendida por setores mais próximos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Essa CPI é considerada menos perigosa para o partido que a da Petrobras. Mesmo porque o último peemedebista a chefiar o departamento deixou o cargo há oito anos. O DNIT passou há algum tempo a ser território do PR do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

 

 

De qualquer forma, o PSDB pretende formalizar essa semana a renúncia do senador Arthur Virgílio (AM) à relatoria da CPI das Ongs. A exigência de que Virgílio cedesse o posto vinha sendo apresentada pelos partidos governistas como pretexto para retardarem a instalação da CPI da Petrobrás. Agora, o PSDB quer evitar ser responsabilizado na opinião pública pela não instalação da CPI da Petrobras.

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