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Renan promete discutir exceção à regra do mínimo

Na reunião com representantes das centrais sindicais, o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), reafirmou o compromisso da bancada de votar favoravelmente ao projeto do governo que fixa o salário mínimo em R$ 545. No entanto, ele prometeu abrir o debate sobre a aplicação da regra de reajuste do mínimo nos períodos de desaceleração da economia.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

23 de fevereiro de 2011 | 12h44

Renan ponderou aos sindicalistas, liderados pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, que a fórmula de reajuste em vigor deve ser mantida porque garantiu nos últimos anos a valorização do mínimo. A regra aumenta o salário considerando a inflação do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.

No entanto, os sindicalistas reivindicaram a criação de uma regra de excepcionalidade, para os anos em que não houver crescimento da economia. A categoria reivindicava um aumento superior porque não houve crescimento do PIB em 2009, devido à crise mundial. Renan prometeu lançar um debate sobre a questão.

Em seguida, Renan reuniu a bancada de 19 senadores para articular a votação do projeto governista, programada para as 16 horas. "O PMDB sempre colabora com pelo menos 80% dos votos da bancada", reafirmou o líder peemedebista. Até o momento, o PMDB contabiliza três dissidentes: Roberto Requião (PR), Luiz Henrique (SC) e Casildo Maldaner (SC). Renan tenta persuadi-los a votar a favor do governo.

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