Renan pede sindicância no Senado sobre acusações de manobra

Funcionário do senador deixou o cargo sob a alegação de que estava sendo pressionado para beneficiar Renan

ROSA COSTA E ANA PAULA SCINOCCA, Agencia Estado

25 Outubro 2007 | 19h38

Um dia antes de pedir licença da presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu ao primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, Efraim Morais (DEM-PB), a abertura de uma sindicância, "em caráter de urgência", para apurar a acusações do ex-secretário-geral adjunto da Mesa Marcos Evandro Cardoso Santi, hoje consultor legislativo do Senado. Santi se afastou do cargo de adjunto de Claudia Lyra (secretária-geral) alegando manobras da Mesa para beneficiar Calheiros, alvo de denúncias por quebra de decoro parlamentar. Veja também: Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  O pedido de Renan, encaminhado a Efraim, é datado do dia 10 deste mês. O peemedebista anunciou licença da presidência por 45 dias no dia 11. No ofício número 337/2007, Renan pede a averiguação das declarações de Santi noticiadas pela imprensa. A solicitação de Renan foi acatada na quarta-feira por Efraim, mesmo dia em que o senador do DEM designou que três servidores do Senado integrem a comissão encarregada de conduzir a sindicância contra Santi. Na terça-feira, um dia antes de encaminhar a investigação contra o servidor, Efraim votou, como integrante da Mesa, pelo arquivamento da representação do PSOL que pedia que o presidente licenciado fosse investigado por supostamente destinar verba orçamentária para uma empresa fantasma em nome de um aliado político. A decisão de Efraim foi publicada hoje no Boletim Administrativo do Pessoal do Senado, sob a designação de portaria número 20. Procurado, Santi disse que estava cumprindo a Lei 8.112/90 e que não pode revelar nada e nem dar entrevistas.

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