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Renan pede conselhos a aliados e deve votar pelo impeachment

Presidente do Senado, que havia sinalizado que preferia se manter neutro estreitou laços com o governo Temer

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2016 | 22h08

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), continua mantendo mistério sobre o seu voto mesmo nos momentos finais do impeachment. O peemedebista passou o dia se aconselhando com aliados sobre o que fazer nesta quarta-feira, 31. Interlocutores do presidente do Senado, no entanto, apostam que ele vai votar pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff.

No início do processo, Renan havia sinalizado que preferia se manter neutro. Como presidente do Senado, ele foi o responsável por conduzir as primeiras etapas da tramitação na Casa. Nesse meio tempo, porém, seus laços com governo do presidente em exercício Michel Temer foram estreitando. 

Um dos nomes que esteve com Renan nesta terça foi Moreira Franco, um dos auxiliares mais próximos de Temer.

Desde que o impeachment se tornou o cenário mais provável, Renan vem sofrendo pressão de outros peemedebistas para se posicionar. Senadores petistas, porém, pedem para que ele mantenha a neutralidade.

Na última sexta-feira, o peemedebista protagonizou uma cena que foi entendida por muitos como um sinal de que iria votar contra Dilma. Após um bate-boca com a senadora petista Gleisi Hoffmann (PR), se disse arrependido, mas acusou o PT de fazer “provocações” e de “ingratidão”. 

Nesta quarta, Renan irá fazer um “balanço institucional” do processo, que chegou ao Senado em abril. Deve usar o momento para se posicionar a favor do impeachment.

 

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