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Renan nega ter sido informado sobre lista de Janot

Presidente do Senado diz que não recebeu aviso de Temer ou do Planalto sobre inclusão de seu nome em pedido de investigação por corrupção na Petrobrás

JOÃO DOMINGOS, O Estado de S. Paulo

04 de março de 2015 | 11h44

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou nesta quarta-feira, 4, que tenha sido avisado da possível inclusão de seu nome na lista de 54 pessoas citadas como beneficiárias do esquema de corrupção na Petrobrás. "Desde já, queria comunicar que não fui avisado de nada (da lista de Janot). Nem pelo Planalto", afirmou Renan ao chegar ao Senado. O presidente do Senado prometeu conversar com a imprensa mais tarde.

No fim da tarde desta terça, 3, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal o pedido de investigação contra 54 pessoas, com ou sem mandato parlamentar. Renan e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram informados na sexta-feira pelo vice-presidente Michel Temer de que seriam mencionados no pedido.

O nome de Renan aparece ligado a um suposto esquema de pagamento a sindicatos que ofereceram treinamentos a funcionários da estatal. O peemedebista não comentou o caso. Eduardo Cunha, na terça, também negou que tenha sido avisado e disse que não comentaria "especulação".

Delatores da Operação Lava Jato, que investiga as denúncias de desvios envolvendo contratos da estatal, citaram parlamentares do PT, PP, PSDB e PSB. Os nomes que aparecem na lista de Janot, no entanto, não foram divulgados porque o caso está sob sigilo judicial.

O documento foi encaminhado ao ministro do Supremo Teori Zavascki, relator das ações relacionadas ao esquema, que vai decidir se mantém ou não o sigilo.

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